- Conceito
O termo bullying é utilizado para descrever atos de violência física ou psicológica, intencionais e repetidos, praticados por um indivíduo ou um grupo direcionado ao um individuo ou ao um grupo. O bullying divide-se em duas categorias, a direta que seriam as agressões físicas e as verbais e o indireto que envolve uma forma mais sutil de vitimização, pois englobam atitudes como indiferença, isolamento, exclusão, difamação ou provocações.
- Diferença entre bullying e brincadeira:
O bullying é um ato intencional, repetido, agressivo, causa sequências e a vitima sofre. Já as brincadeiras são esporádicas, não tem a intenção de fazer o outro sofrer, não são agressivas, e ninguém sofre. Nem toda brincadeira é bullying e há conflitos entre amigos e famílias que fazem parte do desenvolvimento do individuo, por isto deve-se estar muito a tento a estas diferenças e não rotular tudo como se fosse bullying.
- Quem são os envolvidos:
O Agressor: Os agressores têm personalidades autoritárias, necessidade de controlar, eles possuem uma deficiência em habilidades sociais e tem comportamentos agressivos. Porém, eles também frequentemente foram vítimas de violência, maus-tratos e experiências traumáticas por parte de adultos. Na realidade, eles repetem um comportamento aprendido de autoridade e de pressão. A vítima: em geral, pessoas tímidas, introvertidas e pouco sociáveis. São geralmente inseguras, têm baixa auto-estima e pouca esperança de conseguir ajuda por parte dos responsáveis
- O expectador:
É aquele que presencia o bullying, porém não é vítima e nem agressor. Representa a grande maioria dos alunos que convive com o problema e adota a lei do silêncio por temer se transformar em novo alvo para o agressor, ou porque não sabem como agir nessas situações.
- Locais de Prática:
O bulllying pode ocorrer em vários locais. Os locais mais destacados são: pátios de recreio, banheiros, corredores, salas de aula, bibliotecas, quadras esportivas e imediações das escolas. Podem ocorrer em outros locais fora da escola, mas de convivência comum aos alunos, como condomínios, cibers, shoppings e outros locais onde se reúnem. E também através da internet, chamado cyberbullying, normalmente ocorre nas redes sociais.
- Exemplos:
Alguns exemplos são: o seriado “todo mundo odeia o Cris”, no qual o Cris sofre bullying tanto físico quanto verbal. O gibi da “turma da Mônica”, onde o Cebolinha e o Cascão agridem verbalmente a Magali. Na novela “Carrossel”, onde o personagem Cirilo sofre bullying e inúmeros outros exemplos reais que acontecem nas escolas e outros locais tanto no Brasil quanto em outros países.
- Consequências:
O bullying escolar é um fenômeno tão antigo quanto prejudicial, que pode deixar marcas profundas na vida de um escolar. Podem ocorrer diferentes implicações psicológicas em crianças e jovens vítimas do bullying. O impacto imediato percebido é a queda do desempenho escolar em razão da convivência da criança em ambiente agressivo, que gera medo, ansiedade, insegurança, vergonha, isolação repercutindo no seu nível de aprendizado. E dependendo da estrutura psicológica, o bullying poderá mobilizar no indivíduo, tensão, raiva, angústia, tristeza, desgosto, sensação de impotência e rejeição, mágoa, desejo de vingança e pensamento suicida, eentre outros.
- O que fazer nestas situações:
É essencial promover a orientação, a conscientização e a discussão a respeito do assunto. Os alunos devem criar regras de convivência e discuti-las com a equipe pedagógica, buscando soluções e respeitando as diferenças de cada um. Os pais devem ser ouvidos e orientados a colocar limites claros de convivência, e ajudar sempre que souberem de algum problema sem aumentar ou diminuir a informação recebida. E Quando identificados um autor e uma vítima, ambos devem ser orientados. Seus pais devem ser alertados e estar cientes que seus filhos, agressor ou agredido, precisam de ajuda especializada.
Por: Psicóloga Franciele M. Souza/Psicóloga Raquel Sprada
Contato: contato@psicologafranciele.com / raquelsprada@hotmail.com
Fontes:
FANTE, C. A. Z. O fenômeno bullying e as suas conseqüências psicológicas. 2002. MARTINS, M.G.T. Bullying. Jornal o Correio da Paraíba. 2008. NETO, A. A. L. Bullying: comportamento agressivo entre estudantes. Jornal de Pediatria Rio de janeiro, 2005.
